O livro do futuro, o futuro do livro e seus pensadores
Faz quinhentos anos que nós usamos a palavra impressa: o livro e seus derivados (jornais, revistas, etc), para ‘mover’ nossas idéias através do espaço. Isto é, comunicar, trocar conhecimento.
O rádio, o cinema e a televisão surgiram apenas no século passado. Hoje, com o computador, nós combinamos vários tipos de mídia forjando assim novas formas de expressão. Com essa combinação e profusão em maneiras de comunicar, surgiu também uma coleção de interessados e projetos em como definir e delinear a palavra e o livro do mundo (pós)digital.
Segundo o Instituto do Livro do Futuro http://www.futureofthebook.org/, mais do que simplesmente adicionar audio, video e a fotografia à palavra escrita, as mídias digitais reinventam o livro abrindo a perspectiva de realisá-lo em um ambiente de rede. Ao contrário do livro impresso, o livro feito em rede não é limitado por tempo e espaço. Esse é uma entidade orgânica que surge de dentro de ecologias de leitores, autores e texto. Ao contrário do livro tradicional, o livro realisado em rede nunca termina, é sempre um trabalho em progresso.
Por exemplo, esse projeto mostra todas as manchetes de notícias do mundo inteiro no momento em que surgem
http://www.marumushi.com/apps/newsmap/newsmap.cfm
O Instituto do Livro do Futuro investiga as forças e condições que dão forma a esse livro do futuro; Jan van Eyck Akademie na Holanda também tem um projeto com o nome similar e preocupação igual : o livro no contexto das tecnologias digitais. O projeto ‘Livro do futuro’.investiga o livro do ponto de vista da multidisciplinaridade. http://www.janvaneyck.nl/
Mais um projeto que se preocupa com o futuro do livro é o de Peter Lunenfeld através do MITpress. Dessa vez a investigação do futuro do livro é sob o prisma do usuário, como ele usa o livro na época dos telefones celulares, pda’s do tempo curto no metro ou em uma sala de espera, no espaço dentro da bolsa ou do bolso da calça. O tempo da leitura rápida que nem porisso tem que ser uma leitura superficial. Li o ‘ Writing Machines’ de Katherine Hayles e… realmente, é uma experiência diferente! (note que essa coleção tem – acompanhando – um trabalho online. O livro ‘Shaping Things’ por exemplo, vem com um applet (online naturalmente) O ‘The Macroscope’ é um pequeno software que colecta substantivos verbos e adjetivos do texto ‘Shaping Thinbgs’, criando assim ‘novos caminhos inferenciais, interpretações criativas e justaposições inesperadas’. http://mitpress.mit.edu/e-books/mediawork/




