Que alívio que os dias da imprensa tipo ‘Folha de SPaulo’ estão contados… Voilá blogs! Urrah internet!
Dei um suspiro de alívio por saber que os dias de jornais como a Folha de São Paulo estão contados, quando li que no mesmo dia em que o The Independent publica extensa reportagem onde mostra o ‘lado negro de Dubai’, uma ‘cidade construída do nada, sob uma bolha de crédito, desastre ambiental, repressão e escravidão’, a Eliane Cantanhêde assina um editorial na Folha de São Paulo, no qual exalta as qualidades de Dubai, um lugar que, segundo ela, ‘tem decisão política, infraestrutura, planejamento. E não tem sujeira nem violência’.
Tudo bem, eu sei que os jornalistas desse diário são mau pagos, mas é tão feio ser desinformado desse jeito! Qualquer bloguista no mundo sabe que tipo de lugar é Dubai. Vai ver a Eliane Cantanhede quando viaja só vai para fazer compras. Isso explicaria ela achar Dubai tão mais legal que o Brasil! O que mais me impressionou no artigo do Independent foi o nível de escravidão que pessoas são mantidas.
Alguns pedaços do artigo do Independent:
…
“Os estrangeiros vem para cá e vê esses malls e os edifícios altos e acham que isso significa que existe liberdade aqui… Isso aqui é uma ditadura. A família real acha que possui o país e os cidadãos são os servos. Não existe liberdade por aqui.”
Que tal essa parte? ( Mil vezes o Brasil!!! )
“Mohammed, advogado deparou-se com os limites da tolerância do Sheikh Mohammed’s, quando, horrorizado pelo ‘ sistema de escravidão que são as bases do país, ele desabafou com a BBC e o Human Rights Watch. “Fui então intimidado pela polícia secreta que me disse: cale a boca porque senão voce vai perder o seu emprego, e os seus filhos nunca vão achar um trabalho.” A licença de advogado de Mohammed foi revogada, e o seu passaporte tomado. Mohammed se tornou mais uma das pessoas que são prisioneiras de Dubai, que não podem sair do pais. “Estou, eu e meus filhos, em uma lista negra.”
outro:
…” e hoje em dia? Sheikh Mohammed transformou Dubai em uma Creditópolis, cidade construída com débito. Dubai deve 107 porcent do seu produto nacional bruto. Estaria já falida, não fosse o seu vizinho nadando em petróloeo, Abu Dhabi ter aberto o talão de cheques . … Novas leis de censura estão sendo feitas proibindo a imprensa em falar de qualquer coisa que possa ‘ prejudicar’ a economia de Dubai. ”
O ridículo editorial de Eliane, para quem se interessar, segue abaixo:
ELIANE CANTANHÊDE – Jatos e jatinhos DUBAI
O Brasil tem cerca de 190 milhões de habitantes, um litoral extraordinário, a Amazônia, o Pantanal, rios, cachoeiras, montanhas e um clima invejável o ano inteiro.
Mas só atraiu 5 milhões de turistas estrangeiros em 2008. Já o pequeno, e em certa medida “fake”, Dubai, com 1,4 milhão de habitantes, recebeu 10 milhões de turistas de todas as regiões do mundo no ano passado e, com eles, dólares e euros. Teve até de importar mão-de-obra especializada, inclusive competentes jovens brasileiros.
O que Dubai tem que o Brasil não tem? Essa é fácil. Tem decisão política, infraestrutura, planejamento. E não tem sujeira nem violência. O fato de ser uma faixa habitada entre os encantos do deserto e o mar muito azul, com calor todo o ano, ajuda, claro. Mas não chega a ser realmente decisivo. Mais do que as condições naturais, em que jamais poderia competir com o Brasil, pesam as decisões governamentais que tanto faltam no nosso país.
De um lado, o xeque Mohammed al Maktoum preserva a identidade e os direitos básicos dos cidadãos; de outro, investe tudo no turismo e corta impostos. Para começo de conversa, Dubai tem a sua própria companhia aérea, a Emirates, privada, com rotas para todos os continentes. Depois, ele atraiu com terrenos e incentivos as grandes redes hoteleiras do mundo, e os hotéis são fantásticos, para todos os gostos e bolsos.
O marketing é a alma do negócio. E do país. O petróleo, hoje, só responde por 3% a 5% do PIB, contra 20% do turismo. O xeque pode ser o símbolo do passado, com seu regime, seus trajes e suas manias, mas é bem mais moderno do que os políticos brasileiros, em muitos sentidos. No Brasil, os políticos querem jatinhos só para eles próprios voarem por aí. Em Dubai, o xeque tem lá os seus jatos, mas garante as condições para que os jatos privados (como os recursos, públicos ou não) levem turistas, desenvolvimento e bem-estar para a população. Resultado: não se vê um pobre na rua. elianec@uol.com.br








É, não dá pra entender. Dona Eliane ou é muito tapada ou o Otavinho escravizou a coitada, que é obrigada é a falar uma m@#$% dessas.